Notícia

Lei estadual reduz importação de leite em pó no Paraná e aponta caminho para equilíbrio do mercado

13 de janeiro de 2026 - Por: Assesoria de Comunicação Coamig

A Lei nº 22.765/2025 já começa a mostrar resultados concretos no mercado do leite no Paraná. Levantamento do Departamento de Economia Rural (DERAL) indica que o volume de leite em pó importado pelo estado caiu 50% entre outubro e novembro do ano passado, após a entrada em vigor da norma que proíbe a reidratação de leite em pó importado em território paranaense.

De acordo com dados do comércio exterior brasileiro (Siscomex/MDIC - Governo Federal), o Paraná importou 250 toneladas de leite em pó em outubro. Em novembro, o volume caiu para 125 toneladas, uma redução de 125 toneladas em apenas 30 dias.

A retração também impactou diretamente os valores envolvidos. As importações passaram de cerca de US$ 418 mil, o equivalente a R$ 2,2 milhões (na cotação atual), em outubro, para aproximadamente US$ 209 mil (R$ 1,1 milhão), em novembro. A queda acompanha a redução do volume importado e ajuda a aliviar a pressão sobre o mercado interno.

Autor do projeto que originou a lei, o deputado estadual Luis Corti avalia que os números confirmam o efeito imediato da medida. Segundo ele, a restrição contribui para reduzir distorções no mercado e proteger a produção local.

"Os dados mostram que a lei teve efeito imediato. Reduzir pela metade a importação em um único mês é algo concreto. Isso ajuda a equilibrar o mercado e dá um pouco mais de fôlego para quem produz leite no Paraná", afirmou.


Preços ainda preocupam produtores

Apesar do impacto positivo nas importações, a redução ainda não se refletiu de forma significativa no preço pago ao produtor. O setor segue pressionado por custos elevados de produção e margens apertadas, o que mantém a rentabilidade em níveis preocupantes.

De acordo com Corti, o desafio agora é transformar o ajuste no fluxo de importações em melhores condições de remuneração ao produtor. A avaliação é de que medidas semelhantes em outros estados podem ampliar o efeito sobre o mercado.

"Avançamos no controle das importações, mas o produtor ainda recebe pouco. A luta agora é para transformar esse ajuste em preço justo na porteira. Além disso, precisamos que outros estados adotem essa medida, para ter um impacto ainda maior", destacou.


Modelo paranaense ganha força

A iniciativa adotada no Paraná já começa a influenciar outros estados, que passaram a discutir e implementar restrições semelhantes à reidratação de leite em pó importado, seguindo o mesmo modelo.

No âmbito nacional, o tema também avança, com projetos em tramitação que buscam ampliar esse tipo de controle para todo o país, tendo a experiência paranaense como referência.

"Enquanto essa prática for permitida em outros estados, o problema continua. Para proteger de verdade o produtor, o cerco precisa ser nacional", defendeu Corti.


Agenda para 2026

Para os próximos meses, a expectativa é de intensificar o diálogo entre estados e o governo federal em busca de medidas estruturais que garantam previsibilidade ao setor, equilíbrio de mercado e melhor remuneração ao produtor de leite.

"O leite sustenta milhares de famílias. Nosso foco agora é consolidar essa mudança e avançar para que o produtor receba um preço compatível com o que produz", concluiu.

Com dados oficiais e efeitos já mensuráveis, a Lei nº 22.765 coloca o Paraná no centro do debate nacional sobre a proteção da cadeia do leite e o enfrentamento da concorrência do leite em pó importado. Paralelamente, o avanço das discussões sobre o processo de antidumping em Brasília pode reforçar ainda mais o combate à concorrência considerada desleal de países do Mercosul.


Palavra da Diretoria

"A COAMIG acompanha de perto os movimentos recentes do mercado do leite, que começam a indicar avanços no equilíbrio da cadeia produtiva no Paraná. A redução das importações de leite em pó é um passo importante para corrigir distorções que historicamente prejudicaram o produtor. Seguimos atentos e atuantes para que esse cenário se traduza em melhores condições de mercado e remuneração justa na porteira. Nosso compromisso permanece o mesmo: trabalhar com responsabilidade, visão de futuro e ao lado do cooperado, fortalecendo a produção e garantindo a sustentabilidade da atividade." - Elton Lange, Diretor Presidente.


Fonte: ALEP - com edição.

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