A qualidade da silagem começa ainda na lavoura. Antes do corte, da compactação e do fechamento do silo, a sanidade das plantas já influencia o alimento que será oferecido ao rebanho nos meses seguintes.
Quando o milho sofre com pragas e doenças, não é apenas a produtividade da lavoura que pode ser comprometida. Plantas danificadas, espigas atacadas e tecidos lesionados podem criar condições favoráveis para a entrada e o desenvolvimento de fungos, reduzindo a qualidade do material que chegará ao silo.
O ataque de insetos pode provocar lesões nas folhas, colmos e espigas. Essas portas de entrada deixam a planta mais vulnerável à colonização por fungos e podem comprometer seu desenvolvimento.
Por isso, o acompanhamento da lavoura precisa começar cedo. Monitorar a presença de pragas e avaliar a necessidade de controle permite agir no momento adequado, evitando que um problema inicialmente pequeno avance e comprometa uma área maior.
O mesmo vale para as doenças. A presença de fungos deve ser observada durante todo o ciclo da cultura, principalmente em períodos com elevada umidade e condições favoráveis ao desenvolvimento de patógenos.
Quando houver necessidade de aplicação de inseticidas ou fungicidas, a escolha do produto, a dose e o momento de entrada na área devem seguir recomendação técnica e considerar as condições encontradas na lavoura.
Alguns fungos podem produzir substâncias conhecidas como micotoxinas. Elas podem estar presentes no milho ainda no campo ou se desenvolver em condições inadequadas de armazenamento e conservação.
Quando um material contaminado segue para o silo, o problema pode chegar até a alimentação dos animais. Dependendo do tipo e da concentração, as micotoxinas podem comprometer o consumo, o desempenho produtivo, a resposta imunológica e a saúde do rebanho.
Por isso, uma silagem visualmente bem armazenada nem sempre significa que todos os riscos foram eliminados. O cuidado precisa começar antes da colheita.
Produzir uma boa silagem depende de uma sequência de decisões. Uma lavoura sadia oferece melhores condições para chegar ao ponto de colheita com qualidade. Depois disso, regulagem da máquina, tamanho de partícula, compactação, vedação e manejo do silo passam a ter papel fundamental.
Falhas em qualquer uma dessas etapas podem favorecer perdas e deterioração do material.
Na prática, o produtor precisa olhar para a silagem como um processo completo: sanidade da lavoura, colheita no momento adequado e conservação correta trabalham juntas para determinar a qualidade do alimento final.
Aplicações bem posicionadas, feitas quando realmente necessárias, ajudam a proteger o potencial da lavoura e a reduzir riscos ao longo do processo produtivo.
A equipe técnica da Coamig está à disposição para acompanhar as áreas, auxiliar na identificação de pragas e doenças e orientar os cooperados sobre as estratégias de manejo mais adequadas para cada situação.
Nas lojas Coamig, o produtor também encontra soluções para o manejo da lavoura, sempre com orientação para uma escolha mais segura e adequada à realidade da propriedade.
Cuidar da sanidade do milho hoje também é cuidar da qualidade da silagem e da alimentação que chegará ao rebanho amanhã.